quarta-feira, 20 de março de 2013

O papel do coordenador pedagógico na concepção do projeto político-pedagógico

O papel do coordenador pedagógico na concepção do projeto político-pedagógico

José Cerchi Fusari, professor doutor da Faculdade de Educação da Universidade de São Paulo escreve sobre como a clareza conceitual e teórica da função do coordenador gera um projeto político-pedagógico mais eficiente


Jose Fusari. Foto: Marina Piedade
José Cerchi Fusari Professor doutor da Faculdade de Educação da Universidade de São Paulo (USP)
Compreender a essência do trabalho dos educadores que estão na escola representa um desafio para todos os envolvidos nesse processo, especialmente para o coordenador pedagógico. Sua atuação tenderá a ser mais eficaz se ele tiver clareza conceitual e teórica sobre a função da organização em que está inserido. Para muitos autores, a escola é uma instituição social na qual ocorrem, de forma intencional e sistemática, o ensino e a aprendizagem de múltiplos conhecimentos produzidos ao longo da história. Daí surgem possibilidades de desenvolver atitudes mais éticas, humanas e solidárias. Só quando entende profundamente isso, o coordenador consegue se engajar e desempenhar bem seu papel. E aqui ressalto a importância de sua atuação na formação, contínua e em serviço, dos professores - algo que é vivenciado baseado na construção conjunta do projeto político-pedagógico (PPP).

Na prática, seu trabalho se inicia com a compreensão de que o currículo formal é um conjunto de indicações oriundas da Lei de Diretrizes e Bases (LDB). Mediante uma leitura crítica da proposta da rede, cabe ao coordenador manter diálogo com os docentes para construir, em um trabalho cooperativo, o PPP. O documento se torna então um esforço para traçar o perfil de aluno que aquela escola se compromete a formar. Mas é preciso responder a uma questão: "Que humanidade gostaríamos de ajudar a construir em nossos jovens, uma vez que a escola é um dos espaços em que eles se formam, mas não o único?"

Na minha experiência como coordenador, quando lidava com um grupo disperso de docentes, em que cada um cuidava de seu trabalho, utilizava o recurso da problematização da realidade vivida e sua análise crítica à luz de teorias da Educação para construir uma dinâmica colaborativa. Lançava perguntas: qual é a maior finalidade da nossa escola? Onde ela está localizada? O que caracteriza seu entorno? Quem são nossos alunos? Como vivem e com quem convivem? Que projetos de vida e trabalho alimentam? Quais são seus sonhos? E nós, educadores, o que temos com isso?

Entendo que, se o currículo formal é mais estático - por ser um conjunto de proposições educacionais legais a serem atingidas -, o PPP deve ser dinâmico, mutável, vivo e, portanto, contraditório. Para viabilizá-lo, cabe ao coordenador, com a participação da direção, discutir com os professores política e pedagogicamente as características sociais, culturais e pessoais do público que a escola atende. Trocando em miúdos: o projeto da escola precisa ter o real como ponto de partida e o ideal possível como ponto de chegada.

É nesse movimento de lidar continuamente com elementos curriculares na perspectiva democrática e emancipatória que se encontra a especificidade do trabalho do coordenador pedagógico. Sua missão equivale à de um maestro. Em vez de músicos, ele rege professores para que esses repensem os princípios e objetivos educacionais, reconstruam os conhecimentos curriculares, revejam os critérios de avaliação, reinventem os modos de interação entre o educador e o educando e recriem os métodos de ensino intra e extraescolares. É desse modo que sua atuação contribui efetivamente para a escola cumprir sua função.

fonte: REVISTA ESCOLA/abril

A Importância do papel do Coordenador Pedagógico no Planejamento Escolar e as dificuldades encontradas neste papel.



A Importância do papel do Coordenador Pedagógico no Planejamento Escolar e as dificuldades encontradas neste papel. 

Sabemos que dentro da unidade escolar, o papel do coordenador pedagógico nem sempre é bem definido. Muitos acham que esse profissional exerce o cargo de auxiliar do diretor para as questões burocráticas. Outros já acreditam que cabe a ele resolver todos os problemas disciplinares dos alunos. E o pedagógico? Como fica? E aí que está à denominação do cargo e na maioria das vezes está sendo esquecido. É essa a palavra que define a tarefa do coordenador: fazer com que os professores aperfeiçoem sua prática em sala de aula para que os alunos aprendam sempre, mais e melhor. Para tanto, ele só tem um caminho: realizar a formação continuada dos docentes da escola e sistematizar o plano de ensino.
É nessa mesma ótica que percebemos a importância do papel do Coordenador em está bem definido para então desenvolver as suas atribuições significativas para função.
De acordo com o texto “O Coordenador Pedagógico e o Planejamento Escolar” do curso de Coordenação Pedagógica-Escola de Gestores MEC, o coordenador como agente articulador do diálogo deve estar atento à transformação da comunidade escolar, promover a reflexão em torno das relações escolares e da transformação da prática pedagógica.
A confusão sobre as tarefas do coordenador implica que ele possa desenvolver com mais eficiência o seu trabalho.
Dentre todas as dificuldades que surgem perante essa função é importante que compreendamos que o coordenador pedagógico interage diretamente com os professores, diretamente com seu trabalho docente em sala de aula e com o planejamento da escola (PPP).
O coordenador é apenas um dos atores que compõem o coletivo da escola. Para coordenar, direcionando suas ações para a transformação, precisa estar consciente de que seu trabalho não se dá isoladamente, mas nesse coletivo, mediante a articulação dos diferentes atores escolares, no sentido da construção de um projeto político-pedagógico transformador. (ORSOLON, 2003, p. 19)
Segundo Orsolon (2003) algumas atitudes do coordenador são capazes de desencadear mudanças no professor:
- Promover um trabalho de coordenação em conexão com a gestão escolar. Quando os professores percebem essa integração, sentem-se sensibilizados para a mudança, já que o planejamento do trabalho se dá de forma menos compartimentalizado.
- Realização de trabalho coletivo. A mudança só acontece se todos se unirem em torno de um objetivo único, pois será mais fácil compartilhar concepções e dúvidas, buscando uma construção coletiva.
- Mediar a competência docente. O coordenador pedagógico deve considerar o saber, as experiências , os interesses e o modo de trabalhar dos professores, criando condições para questionar essas práticas e disponibilizando recursos para auxiliá-los.
- Desvelar a sincronicidade do professor e torná-la consciente. O coordenador tem que propiciar condições para que o professor análise criticamente os componentes políticos, humano-interacionais e técnicos de sua atuação, para que perceba a necessidade ou não de uma mudança em sua prática.
- Investir na formação continuada do professor na própria escola. A formação continuada possibilita, no interior da escola, que o professor faça de sua prática objeto de reflexão e pesquisa, transformando-a sob a direção do projeto de transformação da escola.
- Incentivar práticas curriculares inovadoras. É importante que o coordenador proponha aos professores uma prática inovadora e acompanhe-os na construção e vivência de uma nova forma de ensinar e aprender. No entanto, é preciso que essas práticas sejam compatíveis com as convicções, anseios e modo de agir do professor, pois é preciso que ele acredite na importância dessa inovação para que seu trabalho, de fato, se modifique.
- Estabelecer parceria com o aluno. O aluno deve ser incluído no processo de planejamento do trabalho docente. Criando oportunidades para que os estudantes participem com opiniões, sugestões e avaliações do processo de planejamento do trabalho docente, o coordenador possibilita que a aprendizagem seja mais significativa para alunos e professor, pois os alunos ajudarão o professor a redirecionar a sua prática.
- Criar oportunidades para o professor integrar sua pessoa à escola. É necessário que sejam criadas situações para que o docente compartilhe suas experiências, se posicionando de forma integral enquanto pessoa, cidadão e profissional, aprendendo com as relações no interior da escola.
- Procurar atender às necessidades reveladas pelo desejo do professor. O coordenador precisa estar sintonizado com os contextos sociais, educacionais e o da escola onde o professor atua para que capte essas necessidades e possa atendê-las.
- Estabelecer parceria de trabalho com o professor. Esse trabalho possibilita tomada de decisões passíveis de serem realizadas pois, se sentindo apoiado, o professor se compromete mais com o seu trabalho, com o aluno e consigo mesmo.
- Propiciar situações desafiadoras para o professor. As expectativas dos alunos em relação ao curso, uma nova proposta de trabalho ou as ações do coordenador podem provocar uma desinstalação do professor, que irá despertá-lo para um processo de mudança.
É notório que essas ações acima relacionadas trazem alguns elementos comuns: o trabalho coletivo, a formação continuada do docente e uma constante provocação do coordenador, no sentido de desencadear mudança em consonância com o coletivo escolar.

Fonte:
 

Esse texto foi encontrado no blog do Cantindo do Alfabetizador  da Professora Ana Karlla


quarta-feira, 30 de janeiro de 2013

FLOREFEST – Floresta Azul - História, Cultura e Festa!



Educação de Jovens e Adultos
Coordenação Pedagógica: Márcia Cruz
Projeto de Trabalho: Florefest
Clientela: Alunos de Todas As Turmas de Educação de Jovens E Adultos do Ensino Fundamental e Médio
Período de Desenvolvimento: de 09 a 30 de Abril de 2008

PROJETO DE TRABALHO

1. Nome do Projeto: FLOREFEST – Floresta Azul - História, Cultura e Festa!

2. Eixo temático: Pluralidade Cultural

3. Justificativa:
         
          O município de Floresta Azul, cidade que segundo relatos de moradores antigos tem na origem do seu nome o reflexo das lindas e saudosas baronesas azuis que cobriam as águas do rio Salgado ou será por causa da mata fechada que vista de longe tinha um aspecto azulada ou ainda pela junção dos nomes das duas fazendas, FAZENDA FLORESTA e FAZENDA AZUL... Não se sabe ao certo. Porque não só quanto à origem do nome, mas em relação a tantas outras questões relacionadas à verdadeira história da nossa cidade, há controvérsias. Portanto, conhecer a sua história, a história do seu povo e da sua localidade. Participar do processo de construção e reconstrução dessa história, regatando os valores históricos culturais e sociais de nossa gente é mais do que uma necessidade é uma condição também necessária ao resgate da nossa cultura, da nossa identidade florestense e acima de tudo uma condição básica para o exercício da cidadania.

4. Obejetivos Gerais:

·        Reconstruir a identidade histórica da cidade;
·        Resgatar os valores sócios econômicos e culturais do povo florestense.

5. Objetivos Específicos:
·        Investigar a história do município, identificando as personalidades históricas de destaque na cultura florestense.
·        Relacionar os principais nomes ligados às artes plásticas e artesanais do município e suas obras.
·        Pesquisar na história do município, os nomes relacionados à música e seus principais trabalhos.
·        Resgatar os principais valores artísticos e culturais da população florestense.
·        Caracterizar a vivência das festas populares do município.



6. Propostas Metodológicas interdisciplinares de Implementação do projeto por áreas:


Áreas

Propostas Metodológicas:


1. Língua Portuguesa:



1. Língua Portuguesa:
·     Pesquisa de poetas (escritores) florestenses;
·     Leitura e interpretação de obras literárias dos escritores pesquisados.

·     Escrita e reescrita de obras ou trechos de obras de escritores florestenses.
·     Produção de textos dissertativos com o tema: Floresta – História, Cultura e Festa!
·     Produção de paródias e repentes.
·     Criação de textos poéticos homenageando a cidade.



2. Língua Estrangeira:
·     Tradução do hino do município em língua espanhola (coletiva ora e escrita)
·     Produção de frases em homenagem cidade.
·     Criação de texto poético com o tema
3. História:
·     Produção de uma linha de tempo – fatos históricos do município.
·     Produção de uma reportagem com antigos moradores relatando a história da cidade (Ensino Médio) – gravação para exibição em tela.
·     Organização da galeria dos prefeitos.
4. Geografia:
·     Confecção de painel – aspectos geográficos do município: relevo, clima, hidrografia, população, área rural e urbana.
·     Apresentações coreográficas retratando as festas populares do município.
5. Artes:
·     Pesquisa dos principais destaques artísticos relacionados às artes plásticas e a música – montagem de painel ilustrado.
·     Ilustração do Hino de Floresta Azul.
·     Desenho e pintura dos símbolos do município.
·     Exposição de todo o tipo de trabalho artístico produzido na localidade.
·     Apresentação de números musicais com músicos da terra e/ ou alunos que queiram se apresentar.
6. Ciências:
·     Criação de mural ilustrado retratando a fauna e a flora do município.
·     Estudo e exposição de comidas típicas do povo florestense (culinária caseira).
7. Química:
·     Estudo e exposição dos principais minérios encontrados no solo do município;
·     Estudo e exposição de produtos químicos produzidos e comercializados pelas pequenas indústrias (fundo de quintal) do município.
·     Estudo e exposição de bebidas (licores) produzidas e comercializadas por moradores da cidade.
8. Física:
·     Montagem de painel fotográfico retratando fenômenos físicos (naturais) ocorrridos no município.
9. Matemática:
·     Confecção de maquetes dos principais pontos da cidade (fazer nas aulas)
10. Introdução à Informática:
·     Produção de folhetos (boletim informativo retratando o aspecto cultural do município e seus principais artistas (Ensino Médio) – usando a mídia).
·     Produção de folder convidando a comunidade / autoridades e outras escolas para a culminância do evento.

7. Recursos:

 7.1. Materiais: cartolinas, hidrocor, lápis de cor, tinta guache, pilotos, papel metro, cartolinas, tesoura, isopor, computador, papel cartão, mídia de DVD, CD, etc.

 7.2.Humanos: alunos, professores, equipe dirigente, coordenadores da EJA, pessoal de apoio e pessoas da comunidade.

8. Avaliação: Terá caráter contínuo e processual, considerando-se a participação e interesse demonstrado por todos os sujeitos envolvidos no desenvolvimento e acompanhamento do projeto.


9. Culminância do Projeto: O projeto será culminado com a realização

FESTA JUNINA



Departamento de Educação de jovens e Adultos

Coordenação Téc. e Pedagógica: Márcia Cristina Pereira Cruz 

Projeto de Trabalho: FESTA  JUNINA DA ESCOLA
Período de desenvolvimento: de 06/ 06 à 21/06/2005
Clientela: Alunos das turmas de EJA I e EJA II ( Ensino Fundamental)


PROJETO DE TRABALHO


l. Nome do Projeto: FESTA JUNINA NA ESCOLA

II. Eixo Temático: Pluralidade Cultural e Meio ambiente

III. PROBLEMATIZAÇÃO:
    
·         O que são festas juninas? Como são comemoradas as festas juninas nas diversas regiões do Brasil?
·         Qual a real origem das festas juninas?
·         Quais as características do homem do campo (caipira)?
·         Como vivenciamos as festas juninas no nosso município?

IV. OBJETIVO GERAL:
     
      Investigar a origem das festas juninas, resgatando a importância da mesma na tradição do folclore brasileiro e nordestino.

V. OBJETIVOS ESPECÍFICOS:

·         Investigar e discutir as origens das festas juninas, diferenças na sua comemoração e a importância da mesma no folclore brasileiro e da região Nordeste;
·         Pesquisar a vida do homem do campo e suas características pessoais e sociais;
·         Vivenciar as festas juninas no ambiente escolar.

VI.  PROPOSTAS DE TRABALHO INDERDISCIPLINAR:
·         L íngua Portuguesa : (ESPANHOL):
   . Leitura cantada da música: Luar do Sertão – Catulo da Paixão Cearense;
   . Produção escrita: O São em minha cidade é assim...
   . Estudo do cardápio junino: leitura e produção de receitas juninas;
   . Leituras e discussão de textos informativos sobre acidentes provocados por fogos de artifícios, incêndio, balões, etc;
   . Estudo do vocabulário caipira – construção de um DICIONÁRIO CAIPIREZ;
   . produção de repentes juninos;

·         HISTÓRIA:
   . As várias versões da origem das festas juninas;
   . As brincadeiras preferidas: quadrilha, casamento da roça, improvisos, desafios,etc;
   . Uma festa portuguesa com certeza;
   . Usos e costumes das festas juninas;


·         GEOGRAFIA:

 Importância do homem do campo: costumes, vestuários, ocupações, alimentação, transporte e crenças;
   . Organização de um mural: O homem do campo: o sonho e a realidade – os dois lados da vida do sertanejo;
   . A vida do homem  no campo: entre a fantasia e a realidade;
   . Leitura do texto: Mudança ( Vidas Secas) – Graciliano Ramos;
   . O São João nas diferentes regiões do Brasil;
   . O São João no município ( tradições).

·         CIÊNCIAS:
   . Fogos de artifícios, fogueiras, bombas, balões X  poluição ambiental X saúde;
   . Como evitar a poluição provocada pelas festas juninas?
   . Alimentação tipicamente junina: valores nutritivos dos alimentos: milho, amendoim, etc.


·         ARTES :

   .Ornamentação das salas de aulas e da escola;

    . Confecção de motivos juninos.
    . Ensaios de danças country, quadrilha, casamento caipira, repentes, desafios juninos, etc;
confecção de murais decorativos (junino);


VII . RECURSOS: todos os recursos disponíveis na escola ou providenciados por professores e alunos.


VIII. AVALIAÇÃO: Ocorrerá de forma processual e cont´nua, observando-se  e avaliando-se o grau de envolvimento dos alunos, professores e demais profissionais da escola nas atividades de desenvolvimento do projeto.