terça-feira, 22 de janeiro de 2013

MENSAGEM PARA REUNIÃO DE PROFESSORES




Reuniões dos Coletivos da EJA – 2011

A Caminho da excelência

“Dê um peixe a um homem, e ele terá comida para um dia. Ensine-o a pescar, e ele terá comida para toda a vida”. Essas palavras são atribuídas a Confúcio, e, discorrendo sobre elas no contexto do ensino de línguas, Tyacke e Mendelson escreveram: “Mas, assim como há muitos tipos diferentes de caniço, diferentes tipos de isca e diferentes locais de pesca oferecendo uma variedade de escolhas e experiências, há diferentes modos de ensinar um idioma”. Tudo isso pode ser verdade, mas como escrevemos num artigo em, Contact, em 1998, se os pescadores não se perguntarem se estão usando o tipo certo de isca e de caniço e os métodos e técnicas adequados para o peixe que querem pegar, talvez  tenham de passar numa peixaria no caminho de volta para casa.
Nosso intuito com essa resposta a Mendelson e Tyacke não é começar um debate com eles, nem propor um programa de auto-avaliação inovador para pescadores. Queremos simplesmente dizer que nenhum profissional adquire as habilidades de um perito sem total disposição para constantemente avaliar, explorar, examinar e melhorar sua prática.
            Tire um minuto e tente visualizar este cenário, tão familiar a todos os professores. Durante a aula, um de seus alunos pede uma explicação. O que você escolheria como melhor estratégia?
·         Responder apenas a esse aluno, olhando só para ele ou conversando com ele reservadamente.
·         Repetir a questão para todos na sala de aula e então tratar dela.
·         Repetir a questão para todos na sala de aula e então perguntar se alguém sabe a resposta.
·         Tratar da questão mais tarde, porque você não quer interromper sua aula.

E, enquanto responde, onde você ficaria?

·         Perto do aluno que fez a pergunta;
·         Num lugar da sala onde todos pudessem vê-lo;
·         Em algum outro lugar.

Realmente faz diferença a opção que você escolher? E você faz esse tipo de indagação todos os dias? Se faz, você é um daqueles professores que procuram o tempo todo desenvolver e melhorar a prática de lecionar.
A avaliação parece fazer parte da natureza humana, parte de uma necessidade inata de julgar e exprimir opiniões. Avaliamos os outros, formal ou informalmente, mas também com freqüência avaliamos nosso próprio comportamento, tanto pessoal como profissional. A avaliação é um componente essencial do processo de lecionar. Avaliamos nossa prática e programas de ensino para inspirar nossas decisões na ora de planejar e organizar. Muitos de nós também encorajamos outros docentes a avaliar nosso método e fornecer um feedback a respeito do programa, nem que seja apenas informalmente.
Grande parte do trabalho diário dos professores é determinada por julgamentos, decisões e escolhas. Algumas são “macrodecisões”,tão cruciais que podem tornar sua aula o máximo ou simplesmente destruí-la. Outras, como decisão sobre maneiras de responder à questão de um aluno, estão relacionadas com macrotécnicas de ensino; podem não ser cruciais, mas desempenham um papel importante na sala de aula. Os resultados dessas decisões de vulto e de escolhas acertadas diferenciam um professor fraco, mediano ou bom de um exímio profissional.
Visto que a qualidade da execução do programa depende de decisões e escolhas, está crescendo o interesse na auto-avaliação do professor. A importância e a popularidade da pesquisa na sala de aula e da auto-avaliação do professor aumentaram rapidamente desde a década de 1950. A auto-avaliação é agora um componente padrão da avaliação do desempenho do corpo docente na maioria dos sistemas educacionais.

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